Lista de exercícios (para as turmas 101 e 102) sobre LIGAÇÕES QUÍMICAS (iônica, covalente e metálica)
Clique aqui (a senha é a mesma já passada em aula).
TRAZER ESSA LISTA DE EXERCÍCIOS NAS AULAS, A PARTIR DO DIA 30/06/2012.
Abraços e muita Luz para todos.
Este blog tem o objetivo de servir como um complemento ao estudo de uma Disciplina que, historicamente, representa a "alma" da humanidade e de tudo o que existe na Natureza: a QUÍMICA. Em especial, dedico aos meus educandos que, de uma maneira geral, estejam interessados em vencer as barreiras tradicionais da Educação. Abrações.
sábado, 23 de junho de 2012
Vídeo da aula de sábado (23/06/2012)
Olá, meu educandos iluminados. Aqui está o link do Filme QUÍMICA: UMA HISTÓRIA VOLÁTIL (EPISÓDIO 2), passado para as turmas 101 e 102.
http://www.4shared.com/video/DAhtKeWa/Qumica-_Uma_Histria_Voltil_E2-.htm
Aos educandos que estavam viajando, recomendo-lhes assistir ao filme, anotando detalhadamente as principais informações. Assim como aulas experimentais, tudo aquilo que é visto ou comentado em aula é conteúdo de testes e provas.
Abrações a todos.
http://www.4shared.com/video/DAhtKeWa/Qumica-_Uma_Histria_Voltil_E2-.htm
Aos educandos que estavam viajando, recomendo-lhes assistir ao filme, anotando detalhadamente as principais informações. Assim como aulas experimentais, tudo aquilo que é visto ou comentado em aula é conteúdo de testes e provas.
Abrações a todos.
sábado, 2 de junho de 2012
101 e 102 Dicas para o teste!
ATENÇÃO! Não serão permitidos durante o teste:
1- empréstimo de materiais (lápis, borracha, caneta, corretivo, etc);
2- idas ao banheiro ou ao bebedouro;
3- escutar música (durante ou depois do teste).
Pessoas! Para ambas as turmas (101 e 102), abaixo estão as relações de conteúdos e saberes necessários para a satisfatória realização de nosso primeiro teste; lembrando que os testes das duas turmas NÃO são iguais. Outra observação é que há conteúdos implícitos, que não necessariamente estarão expostos aqui, mas que estão contidos nos capítulos do teste (capítulos 9, 10, 11 e 12) e no caderno.
--> Propriedades periódicas: saber os sentidos de crescimento de cada propriedade, bem como as suas relações entre si; saber equacionar reações que envolvam Energia de Ionização e Afinidade Eletrônica; interpretar gráficos (vistos em aula).
--> Tabela Periódica: classificações (representativos, transição); nomes dos grupos. HAVERÁ UMA TABELA PERIÓDICA NO TESTE, PARA CONSULTA OBRIGATÓRIA EM ALGUMAS QUESTÕES.
--> Modelos atômicos: além dos modelos tradicionais (Dalton, Thompson, Rutherford, Bohr e Sommerfield), saber os modelos mais atuais (Heisemberg, De Broglie e Shöredinger).
--> Distribuição Eletrônica: o estudante deverá decorar o diagrama de Linus Pauling, e saber fazer as distribuições em subníveis (s, p, d, f) e em orbitais ("quadradinhos") para átomos neutros e íons. CUIDAR as exceções.
--> Todas as atividades realizadas em sala de aula, e também no laboratório de Química, serão consideradas integrantes do processo avaliativo pelo professor.
--> Alguns conceitos ensinados pela professora anterior serão necessários em algumas questões, tais como: isótopos, isóbaros, isótonos, isoeletrônicos, número atômico, número de massa (A = Z + N).
Abaixo estão alguns vídeos complementares ao estudo:
1- empréstimo de materiais (lápis, borracha, caneta, corretivo, etc);
2- idas ao banheiro ou ao bebedouro;
3- escutar música (durante ou depois do teste).
Pessoas! Para ambas as turmas (101 e 102), abaixo estão as relações de conteúdos e saberes necessários para a satisfatória realização de nosso primeiro teste; lembrando que os testes das duas turmas NÃO são iguais. Outra observação é que há conteúdos implícitos, que não necessariamente estarão expostos aqui, mas que estão contidos nos capítulos do teste (capítulos 9, 10, 11 e 12) e no caderno.
--> Propriedades periódicas: saber os sentidos de crescimento de cada propriedade, bem como as suas relações entre si; saber equacionar reações que envolvam Energia de Ionização e Afinidade Eletrônica; interpretar gráficos (vistos em aula).
--> Tabela Periódica: classificações (representativos, transição); nomes dos grupos. HAVERÁ UMA TABELA PERIÓDICA NO TESTE, PARA CONSULTA OBRIGATÓRIA EM ALGUMAS QUESTÕES.
--> Modelos atômicos: além dos modelos tradicionais (Dalton, Thompson, Rutherford, Bohr e Sommerfield), saber os modelos mais atuais (Heisemberg, De Broglie e Shöredinger).
--> Distribuição Eletrônica: o estudante deverá decorar o diagrama de Linus Pauling, e saber fazer as distribuições em subníveis (s, p, d, f) e em orbitais ("quadradinhos") para átomos neutros e íons. CUIDAR as exceções.
--> Todas as atividades realizadas em sala de aula, e também no laboratório de Química, serão consideradas integrantes do processo avaliativo pelo professor.
--> Alguns conceitos ensinados pela professora anterior serão necessários em algumas questões, tais como: isótopos, isóbaros, isótonos, isoeletrônicos, número atômico, número de massa (A = Z + N).
Abaixo estão alguns vídeos complementares ao estudo:
BONS ESTUDOS! ABRAÇÕES.
sábado, 26 de maio de 2012
Exercícios Complementares
ATENÇÃO, turmas 101 e 102 do CCM: a data de nosso 1º teste do 2º trimestre já foi marcada:
Turma 101: 16/06/2012
Turma 102: 15/06/2012
Os conteúdos, para as duas turmas, serão todos os explicados até o dia 02/06/2012.(Modelos Atômicos, Tabela Periódica, Distribuição Eletrônica, Distribuição em Orbitais e Propriedades Periódicas).
Abaixo, estão listas de exercícios complementares ao vosso estudo (a primeira lista já foi distribuída em aula):
Lista 1 (Modelos Atômicos, Tabela Periódica, Distribuição)
Lista 2 (Propriedades Periódicas)
É NECESSÁRIA UMA SENHA PARA BAIXAR OS ARQUIVOS, QUE SERÁ DADA PELO PROFESSOR EM DIA LETIVO.
Os gabaritos serão fornecidos em aula. Abrações.
Turma 101: 16/06/2012
Turma 102: 15/06/2012
Os conteúdos, para as duas turmas, serão todos os explicados até o dia 02/06/2012.(Modelos Atômicos, Tabela Periódica, Distribuição Eletrônica, Distribuição em Orbitais e Propriedades Periódicas).
Abaixo, estão listas de exercícios complementares ao vosso estudo (a primeira lista já foi distribuída em aula):
Lista 1 (Modelos Atômicos, Tabela Periódica, Distribuição)
Lista 2 (Propriedades Periódicas)
É NECESSÁRIA UMA SENHA PARA BAIXAR OS ARQUIVOS, QUE SERÁ DADA PELO PROFESSOR EM DIA LETIVO.
Os gabaritos serão fornecidos em aula. Abrações.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Estudar?! Pra quê, se têm maneiras mais eficazes de "se dar bem"?
Que maneiras* são essas? Aí estão:
1ª “Ler” não é apenas “passar os olhos”; é preciso haver uma conjunção entre o que se vê com os olhos e o que se imagina com a mente (cérebro);
2ª Tal qual o automóvel, também necessitamos de combustível; por isso, NUNCA estuda com fome ou falta de algum nutriente em teu organismo. Bom é ingerir muita fibra (que emagrece, inclusive), frutas... , cuidar os doces (chocolate durante o estudo pode servir como neurotransmissor: te deixa eufórico, mas não concentrado intelectualmente); gordura em excesso pode provocar sonolência (olha o lanchinho, hein!);
3ª Ao estudar determinada Matéria, é importante que, na mesa de estudos, não haja interferência (livros, por exemplo) de outra disciplina, ou seja, se vais estudar história, pra quê um livro de física do teu lado!?;
4ª Programe-se; aproveita pra estabelecer um “calendário de estudos”: tal dia, a tal hora, vou estudar tal disciplina. Isso funciona! Assim podes destinar dias de festa também!!;
5ª Fatores “psico-bio-físicos” também interferem no rendimento mental: pessoas que utilizam a cor rosa como vestuário preferencial, por exemplo, possuem geralmente a “insegurança” como participante cotidiana (sobre os efeitos das cores, clique aqui); isso é um fato comprovado pela Psicologia das cores, apoiado na Física também. Citei apenas um exemplo, mas perceba que seria muito interessante a pesquisa sobre tal assunto. O meio em que se está estudando (sala, quarto,cozinha,etc) pode auxiliar ou não a “absorção” do conteúdo;
6ª Se tu és destro (escreve com a mão direita), já deves ter notado que o teu campo visual direito é um tanto mais “aguçado”; tens a tendência em andar pelo lado direito da calçada, ou entrar pela lateral direita do ônibus, por exemplo; logo, procure estudar num local onde objetos de cores muito fortes, ou mesmo a luz da luminária, ou ainda a janela, fiquem no teu lado esquerdo (que não te chama muita atenção e não te desconcentra). O mesmo raciocínio vale para os canhotos;
7ª Peço a ti que, antes de vir às minhas aulas, dê uma “olhadinha” bem rápida na matéria da aula anterior! Nem que seja uns 10 minutinhos.. o dia tem 24 horas (1440 minutos)! Começa a treinar tua memória desde já. Isso vale para os meus colegas professores. Não é melhor ir estudando aos poucos, que deixar acumulando no final?;
8ª Leia, leia e leia.. jornal, revista, gibi, pornô.. qualquer coisa, mas leia. Desenvolva desde já a capacidade de análise crítica da leitura e escuta. Se tu és do tipo de pessoa que não gosta de que falem um sussurro durante a novela, ou que se desconcentra com qualquer barulhinho, PREOCUPA-TE. Abstrair informações, sem te deixar levar por insignificâncias sonoras, é importantíssimo para quem vai realizar uma prova como a do vestibular, por exemplo. Experimenta estudar ouvindo uma música do teu gosto;
9ª A melhor maneira de estudar é em pé, andando e falando (simultaneamente), mas se preferes a velha “cadeira e mesa”, não esquece que pode dar aquele soninho.. então, levanta e faz alguma atividade física rápida (como correr parado, ou mexer o corpo como numa ginástica); isso tira o teu sono porque libera a ADRENALINA, em oposição à Serotonina, um dos hormônios responsáveis pela sonolência;
10ª Quando vier a preguiça, ou a falta de vontade, não esquece desta frase: “É melhor se arrepender por fazer que por deixar de ter feito”. Se te sentires desestimulado por algum fator (pessoal ou familiar), o fracasso só virá se tu permitires.
Nada pode te atingir sem a tua permissão!
*Baseadas num curso de técnicas de memorização, ministrado pelo Prof. Oldemar Rodrigues, em Santa Maria (RS).
1ª “Ler” não é apenas “passar os olhos”; é preciso haver uma conjunção entre o que se vê com os olhos e o que se imagina com a mente (cérebro);
2ª Tal qual o automóvel, também necessitamos de combustível; por isso, NUNCA estuda com fome ou falta de algum nutriente em teu organismo. Bom é ingerir muita fibra (que emagrece, inclusive), frutas... , cuidar os doces (chocolate durante o estudo pode servir como neurotransmissor: te deixa eufórico, mas não concentrado intelectualmente); gordura em excesso pode provocar sonolência (olha o lanchinho, hein!);
3ª Ao estudar determinada Matéria, é importante que, na mesa de estudos, não haja interferência (livros, por exemplo) de outra disciplina, ou seja, se vais estudar história, pra quê um livro de física do teu lado!?;
4ª Programe-se; aproveita pra estabelecer um “calendário de estudos”: tal dia, a tal hora, vou estudar tal disciplina. Isso funciona! Assim podes destinar dias de festa também!!;
5ª Fatores “psico-bio-físicos” também interferem no rendimento mental: pessoas que utilizam a cor rosa como vestuário preferencial, por exemplo, possuem geralmente a “insegurança” como participante cotidiana (sobre os efeitos das cores, clique aqui); isso é um fato comprovado pela Psicologia das cores, apoiado na Física também. Citei apenas um exemplo, mas perceba que seria muito interessante a pesquisa sobre tal assunto. O meio em que se está estudando (sala, quarto,cozinha,etc) pode auxiliar ou não a “absorção” do conteúdo;
6ª Se tu és destro (escreve com a mão direita), já deves ter notado que o teu campo visual direito é um tanto mais “aguçado”; tens a tendência em andar pelo lado direito da calçada, ou entrar pela lateral direita do ônibus, por exemplo; logo, procure estudar num local onde objetos de cores muito fortes, ou mesmo a luz da luminária, ou ainda a janela, fiquem no teu lado esquerdo (que não te chama muita atenção e não te desconcentra). O mesmo raciocínio vale para os canhotos;
7ª Peço a ti que, antes de vir às minhas aulas, dê uma “olhadinha” bem rápida na matéria da aula anterior! Nem que seja uns 10 minutinhos.. o dia tem 24 horas (1440 minutos)! Começa a treinar tua memória desde já. Isso vale para os meus colegas professores. Não é melhor ir estudando aos poucos, que deixar acumulando no final?;
8ª Leia, leia e leia.. jornal, revista, gibi, pornô.. qualquer coisa, mas leia. Desenvolva desde já a capacidade de análise crítica da leitura e escuta. Se tu és do tipo de pessoa que não gosta de que falem um sussurro durante a novela, ou que se desconcentra com qualquer barulhinho, PREOCUPA-TE. Abstrair informações, sem te deixar levar por insignificâncias sonoras, é importantíssimo para quem vai realizar uma prova como a do vestibular, por exemplo. Experimenta estudar ouvindo uma música do teu gosto;
9ª A melhor maneira de estudar é em pé, andando e falando (simultaneamente), mas se preferes a velha “cadeira e mesa”, não esquece que pode dar aquele soninho.. então, levanta e faz alguma atividade física rápida (como correr parado, ou mexer o corpo como numa ginástica); isso tira o teu sono porque libera a ADRENALINA, em oposição à Serotonina, um dos hormônios responsáveis pela sonolência;
10ª Quando vier a preguiça, ou a falta de vontade, não esquece desta frase: “É melhor se arrepender por fazer que por deixar de ter feito”. Se te sentires desestimulado por algum fator (pessoal ou familiar), o fracasso só virá se tu permitires.
Nada pode te atingir sem a tua permissão!
*Baseadas num curso de técnicas de memorização, ministrado pelo Prof. Oldemar Rodrigues, em Santa Maria (RS).
terça-feira, 3 de junho de 2008
Vestibular ou Candidatura?
Considerando o fato de que ainda persistem no meio educacional determinados conceitos referentes ao histórico da educação brasileira que não são compreendidos profundamente pela população em geral, e que tais (pré) conceitos errôneos, aliados a um crescente desmantelar dos significados etimológicos de palavras, leva a interpretações diversas nos locais onde são aplicadas, podemos fazer uma análise psico-sócio-filosófica de alguns documentos públicos emitidos de certas Instituições Federais.
Nesses termos, uma das questões que se pode propor é sobre o mecanismo básico que existe entre o educando do ensino médio e o graduando de uma universidade, o Manual do Candidato. Tal documento circula pelas mãos daqueles que se intitulam “estudantes”, e serve de “elo” de ligação entre o conteúdo programático de uma prova destinado ao ingresso em determinado setor e o nível de estudo que o referido estudante deverá atingir até que possa realizar esta prova com a mínima “tranqüilidade” que se permite possuir.
O vestibular, por exemplo, é a situação mais comum em que o estudante depara-se com uma gama de conteúdos organizados conforme a necessidade do “saber” exigido pela Instituição de Ensino Superior, e mantém essa lógica contida em seu Manual do Candidato. Outros exemplos são concursos de variados graus de conhecimento, como provas de seleção para colégios técnicos, e outros mais quantos forem listados.
Até que ponto (se é que existe um referencial) uma pessoa pode ser denominada de “candidato”? Do latim (candidatus) significa “vestido de branco”; na antiguidade, aquele que disputava um cargo público e precisava angariar votos, vestia-se de branco para simbolizar sua pureza. De outra maneira, “candidato” também denota o “indivíduo que tem qualidades para conseguir alguma coisa”.
Em outras palavras, unindo o sentido etimológico da palavra com a intenção preterida na sua colocação frasal, poderíamos definir o “vestibulando” como aquele que se “veste de branco” e possui determinada(s) qualidade(s) para conseguir algo (no caso, a sua aprovação). Por outro ponto de vista, podemos ainda definir a expressão “vestido de branco” como algo fora do “corpo” do vestibulando, que apenas é “vestido”, ou seja, “usado” no momento em que é realizada a prova de seleção; e como fisicamente o branco é a união de todas as cores, e simboliza ideologicamente a “paz”, podemos inesgotavelmente padronizar diversas interpretações quanto à intenção da Instituição Pública ou Privada (Universidade) em manter, dentro das suas habitações, pessoas providas ou não do senso de “união” que o termo “candidato” não oferece sob análises mais profundas.
Nesses termos, uma das questões que se pode propor é sobre o mecanismo básico que existe entre o educando do ensino médio e o graduando de uma universidade, o Manual do Candidato. Tal documento circula pelas mãos daqueles que se intitulam “estudantes”, e serve de “elo” de ligação entre o conteúdo programático de uma prova destinado ao ingresso em determinado setor e o nível de estudo que o referido estudante deverá atingir até que possa realizar esta prova com a mínima “tranqüilidade” que se permite possuir.
O vestibular, por exemplo, é a situação mais comum em que o estudante depara-se com uma gama de conteúdos organizados conforme a necessidade do “saber” exigido pela Instituição de Ensino Superior, e mantém essa lógica contida em seu Manual do Candidato. Outros exemplos são concursos de variados graus de conhecimento, como provas de seleção para colégios técnicos, e outros mais quantos forem listados.
Até que ponto (se é que existe um referencial) uma pessoa pode ser denominada de “candidato”? Do latim (candidatus) significa “vestido de branco”; na antiguidade, aquele que disputava um cargo público e precisava angariar votos, vestia-se de branco para simbolizar sua pureza. De outra maneira, “candidato” também denota o “indivíduo que tem qualidades para conseguir alguma coisa”.
Em outras palavras, unindo o sentido etimológico da palavra com a intenção preterida na sua colocação frasal, poderíamos definir o “vestibulando” como aquele que se “veste de branco” e possui determinada(s) qualidade(s) para conseguir algo (no caso, a sua aprovação). Por outro ponto de vista, podemos ainda definir a expressão “vestido de branco” como algo fora do “corpo” do vestibulando, que apenas é “vestido”, ou seja, “usado” no momento em que é realizada a prova de seleção; e como fisicamente o branco é a união de todas as cores, e simboliza ideologicamente a “paz”, podemos inesgotavelmente padronizar diversas interpretações quanto à intenção da Instituição Pública ou Privada (Universidade) em manter, dentro das suas habitações, pessoas providas ou não do senso de “união” que o termo “candidato” não oferece sob análises mais profundas.
Inevitavelmente, não podemos descartar a possibilidade de infinitas denotações e conotações que se podem fazer a respeito de quaisquer expressões ou palavras, mas em se tratando da maneira como se avalia a capacidade de apreensão (e só isso) de conteúdos pelo estudante, que é o Vestibular, não devemos “cegar” nossa autocrítica a ponto de deixar que pensamentos “positivados” sobre estes “processos de seleção” sejam aceitos banalmente na atualidade.
Segundo Gabriel Perissé (2007), Mestre em Literatura Brasileira e Doutorando em Pedagogia pela USP:
“O passado é aquilo que não passa. É aquilo que permanece registrado pelas palavras e, sobretudo, no corpo das palavras. A Etimologia, ciência auxiliar da filosofia e da reflexão literária, mostra-nos a consistência de cada palavra e nos ajuda, como diria Clarice Lispector, a espanar a poeira que se acumula sobre a linguagem, e a desvirtua. O uso banalizador da linguagem torna-a opaca, anêmica, vazia, insossa, inútil convenção a que obedecemos sem refletir.”
“A etimologia da palavra latina — vestibulum, pórtico, passagem — referencia a forma como historicamente se consolidou, no Brasil, a seleção para o ingresso nos cursos de nível superior” (Psicologia & Sociedade vol.16 n°. 2 Porto Alegre May/Aug. 2004).
Encaixando-se ainda na citação acima, temos a definição do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a respeito do termo “vestíbulo”:
“Pátio ou pórtico exterior, de acesso à entrada principal de uma construção; aquilo que inevitavelmente antecede ou forçosamente leva a algo; cavidade que dá acesso a um órgão oco; pórtico, alpendre, entrada, soleira, espaço entre a porta de entrada de uma casa e a rua.”
Nessa linha de raciocínio, e tomando algumas restritas interpretações que se queiram, analisemos a parte da última definição, a saber, “... espaço entre a porta de entrada de uma casa e a rua”. Podemos “jogar” com os conceitos de cada palavra contida nessa definição, tais como o fato de “vestibular” ser o verbo substantivado que designa o mecanismo, o dispositivo responsável pela prática de tornar algo um vestíbulo. Dessa forma podemos dizer que o Vestibular, tal qual é requerido popularmente, denota aquilo que faz com que um estudante passe a se transformar num espaço entre a porta de entrada de uma casa (Universidade) e a rua (vida escolar, colegial). Onde, então, se encaixaria o termo candidato a esta significação?
“Candidus, em Latim, quer dizer ‘branco’, aquele branco bem brilhante, como o da neve fresca ou do metal em brasa. O candidatus era o postulante a cargo público que se vestia de branco para provar pureza de intenções. Tem mais: esse adjetivo candidus, ‘branco’, nasceu do verbo candere, ‘ser (ou fazer ser) branco brilhante’. Temos aí também a origem da nossa palavra candente, que etimologicamente quer dizer ‘como uma brasa’, ‘ardente’”.
Podemos seguramente tornar “candidato” sinônimo de “vestibulando”? Eis a questão. Deixando de lado os outros setores aos quais se refere o termo “candidato”, e focando apenas o ingresso ao Ensino Superior através do Vestibular, até que ponto sabemos exatamente a real aplicação da significação “candidato”?
Márcio Bueno, autor de A Origem Curiosa das Palavras, observa que, hoje, “o marketing político criou maneiras bem mais sofisticadas e eficientes de transmitir aos eleitores a mesma idéia que os candidatos romanos tentavam com suas singelas vestes brancas”.
Sem dúvida, uma das ciências mais abrangentes no ramo das “necessidades impostas” é a Psicologia de Marketing, que mesmo podendo ter discutido o seu caráter científico, é um dos principais motivos pelos quais existe a aceitação ideológica do mercado de trabalho; ela se ocupa basicamente em tornar aceitável a um conjunto específico de consumidores determinado produto ou ação mercadológica (compra e venda), gerando, na maioria das vezes inconscientemente, uma necessidade surpreendente deste produto, através de sua propaganda (midiática). Daí é que surgem as chamadas Mensagens Subliminares, outro mecanismo que as ações propagandísticas utilizam para induzir o cérebro humano a praticar a compra.
O que é o Vestibular, senão um dos maiores responsáveis pela segregação cerebral de conteúdos criteriosamente programados, afim de “impor” ao pensamento do estudante a idéia de que inescapavelmente será analisado e se lhe irão atribuir uma nota ao nível de conhecimento que adquiriu até o momento do “processo seletivo”? Sem desviar do tema aqui pretendido, se compararmos o sistema político de eleições, a simples denominação de “vestibulando” como sinônimo de “candidato” acarreta à interpretação de que a pessoa física se auto-encaixa dentro dos padrões de um terceiro termo: “cidadão”.
Muito freqüente nos ditos populares “positivados”, cidadão surge pela primeira vez na Língua Portuguesa em 1361 (segundo o Dicionário Etimológico, de José Pedro Machado), expandindo-se através do francês (citoyen) e do imaginário da Revolução Francesa. Interessante é observar que o termo “cidadão” deriva do latim (civitas) e significa “cidade”, que corresponde também a pólis (a Cidade-Estado dos gregos); portanto, quando nos referimos à expressão “direito da cidadania”, estamos explicitamente enfocando o “direito à cidade”. Conforme o emprego da penúltima expressão anterior, o senso comum trabalha o sentido da palavra “cidadania” de formas diferentes; mas o real significado desta remete à “condição da pessoa natural que, como membro de um Estado, encontra-se no gozo dos direitos que lhe permitem participar da vida política” (wikipedia.org). Em outras palavras, intitula-se “cidadão” aquele que, além de ser nacional de um Estado, esteja investido de direitos políticos.
Refletindo assertivas anteriores, vestibulando é aquele indivíduo que tem qualidades para conseguir alguma coisa (candidato), simboliza sua pureza de alguma forma (através da tranqüilidade?), é conduzido a um “pórtico” ou “passagem” que forçosamente leva a algo, e que obedece sem refletir; além de que para se encaixar como “candidato”, precisa angariar “votos” (pontuações) e ser portador de direitos políticos (ser cidadão). Será que podemos encarar um candidato a determinado cargo público (presidência, etc.) como um vestibulando? Pelo raciocínio inverso, deveria um candidato a prefeito, por exemplo, prestar um processo de seleção criterioso, dirigido pelos interessados em mantê-lo no cargo público, no caso, os habitantes do Município em questão?
Responder a essas perguntas seria o mesmo que se perguntar como foi colocada a placa de “Não pise na grama”; é discutível, mas levado ao “pé-da-letra” conduz senão a um sem número de interpretações subjetivadas e positivadas. Mas é fundamental que elas existam e se manifestem. Afinal, podemos escolher algo não apenas pela exposição de suas vantagens, mas de suas desvantagens também (é a velha lógica: se eu não sei o que quero, pelo menos devo ter certeza do que não quero).
Encontramos em vários escritos a expressão “Manual do Candidato”. Quais são as implicações que este termo fornece aos nossos olhos enquanto humanos, providos de sentimentos de crítica e busca de liberdades de expressão, pensamento, etc.?
Através deste texto, tenho a intenção de iniciar uma discussão a respeito da mediocridade que certas asserções dão a ideologias que deveriam evoluir quanto às suas conseqüências de aplicação, mas só se degradam numa velocidade “estrondosa”, devido à insensibilidade de certas instituições, e da acomodação destas em aceitar o “mercado de trabalho” como único objetivo a ser alcançado pelos seus “discípulos”; a Educação Brasileira é um exemplo bastante claro disso, aos olhos que ainda não se “cegaram”.
O PROBLEMA
A questão é: “Qual o efeito negativo para a vida de um educando do Ensino Médio, originado da aceitação passiva de algumas palavras aplicadas em seus cotidianos, como Vestibular, Candidato, Escola, etc.?”. Ou ainda: “Por que aceitamos estas palavras? Será que não estamos aplicando palavras que denotam um sentido completamente diferente do pretendido?”.
Para tanto, deve-se contar com um estudo detalhado da origem dessas palavras, ou seja, a Etimologia; dessa maneira várias outras questões secundárias convergem para a análise das conceituações que nos são passadas em nosso cotidiano, especialmente no dos “futuros” vestibulandos.
Para tanto, deve-se contar com um estudo detalhado da origem dessas palavras, ou seja, a Etimologia; dessa maneira várias outras questões secundárias convergem para a análise das conceituações que nos são passadas em nosso cotidiano, especialmente no dos “futuros” vestibulandos.
HIPÓTESES
Com o fenômeno Globalização, advém da lógica capitalista o que István Mészáros (2005) chama de lei de tendência decrescente do valor de uso das coisas, segundo a qual o capital se reproduz mais rapidamente quanto menos tempo de vida útil as coisas (dispositivos eletrônicos como computadores, conceitos, etc.) tiverem.
Dessa maneira, o Vestibular deve ser tomado como algo provisório (com data e hora marcados), para que o aluno não pense em todo o seu trajeto numa Escola, e que ele (o aluno) poderia “cobrar” do Sistema Governamental que todos os anos passados no Colégio tomaram muito tempo de sua vida; suas horas de autodidata, de conhecimentos muito mais vastos e variados que o aluno poderia ter adquirido, se não estivesse inserido numa instituição que o “prendeu” por, no mínimo, 12 anos.
Por falta de esclarecimentos, discussões a respeito da aplicação pseudo-etimológica de certas palavras, no momento em que o educando realiza uma prova de todo o Ensino Fundamental e Médio (que é o Vestibular), e aceita essa situação como válida para a sua vida, acaba por permitir inconscientemente que as “coisas” (segundo Mészáros) são temporárias.
Resumidamente, muitas Instituições Públicas e Privadas do Setor Educacional estão aplicando em seus textos e publicações determinadas palavras, cujos significados não condizem com a sua real etimologia; assim, tais palavras são demasiado positivadas, alimentando nas mentes de adolescentes sem-crítica a noção cada vez mais crescente de outras palavras tais como: Globalização, Marketing, interdisciplinaridade, Contextualização e expressões como Capitalismo Global, Sociedade Global, Economia-mundo, etc.
RODRIGO MARINHO FERNANDES
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Castro, Marcelo Macedo C. Exames Vestibulares: breve comentário sobre uma história de deslocamentos. S/l. S/d (disponível na internet Acesso em 09/06/2007).
Faoro, Raimundo. Cidadania: Esboço de Evolução e Sentido da Expressão. S/l. S/d (disponível na internet , acessado em 09/06/2007).
http://cametaforas.blogspot.com (acessado em 08/06/2007).
http://jeremoabohoje.com.br (acessado em 08/06/2007).
http://kplus.cosmo.com.br/ (acessado em 08/06/2007).
http://pt.wikipedia.org/ (acessado em 09/06/2007).
Mészáros, István A Educação para Além do Capital. São Paulo: Boitempo, 2005Psicologia & Sociedade vol.16 n°. 2 Porto Alegre May/Aug. 2004.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
BEM-VINDOS EDUCANDOS!
A todos os meus alunos (educandos) particulares e de cursos, disponibilizo este blog para postagens de todo tipo de material que me for solicitado ao longo do tempo.
Bom proveito e não se esqueçam:
"PEÇA E SERÁ ATENDIDO(A)!"
Marcadores:
BOAS-VINDAS,
Discussões sobre EDUCAÇÃO
Assinar:
Postagens (Atom)